Na defesa do Milan, brioso, mas horroroso time do campeonato interno do jornal A TARDE, participei de outro desastre no domingo passado. No clássico da redação, diante da outra equipe formado por colegas jornalistas, fotógrafos e demais profissionais do coração da empresa, tomamos de quatro (ui!).
Também, o que dizer de um jogo em que nosso capitão e organizador é expulso ainda no primeiro tempo por causa de reclamações descontroladas direcionadas ao homem do apito e dos cartões? Na etapa complementar, segurando o 1 a 0, ainda ficamos com mais um a menos (boa essa expressão, não?) e, como o Rossonero original tinha tomado de quatro também na véspera no clássico do Campeonato Italiano, resolvemos que não seria uma vergonha tão grande partirmos para o ataque na tentativa de fazer o segundo gol na competição. Afinal, já era a sexta e penúltima partida de nossa nada vitoriosa campanha.
Bom, vejam as poucas boas recordações que guardo do baba, imageticamente falando, claro, pois vocês irão notar que o conteúdo das cenas são terríveis para mim.

Eu, no canto, à direita, agachado, de chuteira nova, presente do Dia dos Pais

Eu, bufando e correndo atrás

Eu, à direita, de bico e sem medo da dividida, mas sofrendo com o 'fogo amigo'

Eu, cabisbaixo e parecendo até rir da própria desgraça, em cena tradicional, contrastando com o craque do jogo e carrasco Danilo, do Roma, autor dos quatro gols


Eu, diante do artilheiro da partida, sem ação em mais um gol

Eu, já procurando uma lesão na coxa como desculpa, e o carrasco esbanjando boa forma e alegria
E fica a pergunta: o que nos move a deixar família e programação de lazer em segundo plano para entrar de cabeça nesse tipo de coisa nos dias e horários mais inadequados? Minha justificativa é a pura paixão pelo futebol. E você, tem prova de amor pelo esporte como essa também para contar?
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